Notícias | 25 setembro, 2026
Busca por novos poços é vital para conter declínio do pré-sal, diz Magda
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, nesta quinta-feira (24), que não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração e que estagnar a perfuração de poços pioneiros ‘é pedir para morrer’. No último dia da ROG-e, no Rio de Janeiro (RJ), a executiva destacou o avanço das campanhas na Margem Equatorial — com foco nos poços no Amapá e no Rio Grande do Norte — como vetor indispensável para repor reservas e mitigar o declínio do pré-sal a partir dos próximos anos.
Durante conversa no ‘Strategic Talks’ com o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, Magda também falou do apetite internacional da estatal, citando descobertas estratégicas de gás na Colômbia para atender à demanda da próxima década e novos ativos na Costa do Marfim, Namíbia e México.
A executiva disse que a Petrobras avalia, no seu próximo Plano Estratégico (2027-2031), ampliar sua capacidade de refino para atender até 100% do mercado brasileiro de diesel. A estratégia leva em conta as incertezas geopolíticas e os riscos de restrição no comércio global de combustíveis por grandes potências.
O CEO da ExxonMobil Brasil, Alberto Ferrin, também chamou a atenção que o país abriga as fontes de energia mais atraentes do planeta e projetou que, em breve, outras bacias sedimentares além do pré-sal assumirão o protagonismo no desenvolvimento nacional. Citando a trajetória de sucesso na América Latina — a exemplo da Guiana, onde a companhia já opera quatro FPSOs e constrói outros três, o executivo destacou o papel de novos polos na geração de prosperidade regional e na atração de capital produtivo.
A vice-presidente de águas profundas e ultraprofundas da TotalEnergies, Aurélie Clave, considerou que o grande desafio das operadoras é atender à crescente demanda global produzindo mais energia com menor pegada de carbono. Para a executiva, a competitividade dos projetos gigantes em águas profundas passa obrigatoriamente por quatro prioridades: eficiência operacional, disciplina rigorosa de custos, descarbonização das atividades e agilidade para reduzir o tempo entre a descoberta e o primeiro óleo.
O CEO da SBM Offshore, Øivind Tangen, destacou que as recentes instabilidades no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz aceleram a diversificação geográfica e a valorização dos ativos na Bacia do Atlântico, região que desponta para produzir o ‘petróleo do futuro’. A SBM tem forte atuação no Brasil e na Guiana, tendo a Petrobras e a ExxonMobil como principais clientes.
Tangen ressaltou que, embora a indústria viva o momento de maior volatilidade de sua história, novos polos como a Margem Equatorial brasileira (com destaque para a Foz do Amazonas), Namíbia, Nigéria e Suriname são peças-chave para atração de capital, garantindo a longevidade operacional e o abastecimento global.
Fonte: Portos e Navios