Notícias | 17 abril, 2026
Petrobras prevê assinar contratos de SEAP em maio
Nesta segunda-feira (13), conselho de administração aprovou decisão de investimentos de SEAP I, consolidando com SEAP II, negociação conjunta das plataformas P-81 e P-87, que integrarão projetos na Bacia Sergipe-Alagoas
A Petrobras prevê para maio deste ano a assinatura dos contratos do Sergipe Águas Profundas (SEAP) com a SBM Offshore, após o cumprimento das etapas de governança e das aprovações junto aos parceiros. Nesta segunda-feira (13), o conselho de administração aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto SEAP I, segunda unidade na nova fronteira de exploração, consolidando o desenvolvimento na Bacia Sergipe-Alagoas. O FID do módulo SEAP II, primeira unidade do projeto, já havia sido aprovado em dezembro de 2025.
A companhia atribui a viabilidade a otimizações de projeto e revisão de termos e condições contratuais, que elevaram a atratividade econômica dos dois módulos. A empresa ressaltou que essas iniciativas incluíram o diálogo com o mercado fornecedor. “Esses avanços permitiram estruturar a negociação conjunta das plataformas P-81 e P-87, que integrarão os projetos SEAP I e SEAP II, respectivamente, possibilitando capturar sinergias relevantes e ganhos de escala, fundamentais para a conclusão da negociação em bases economicamente sustentáveis”, analisou a Petrobras.
De acordo com o comunicado, todos os cenários corporativos apresentam VPL positivo. Segundo a Petrobras, as condições alcançadas ampliaram o retorno financeiro dos projetos e possibilitaram a inclusão do SEAP I na carteira em implantação base. “Esse resultado reforça a relevância da parceria e da escuta ativa entre a companhia e o mercado fornecedor como elementos centrais para a viabilização de projetos, mesmo em um contexto estruturalmente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo”, destacou a companhia.
A Petrobras realizou processo de contratação para construção de dois FPSOs, destinados ao projeto SEAP na modalidade de contratação do tipo BOT (Build, Operate and Transfer). Nessa modalidade, a contratada é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação do ativo por um período inicial definido em contrato, com posterior transferência à Petrobras.
A SBM será responsável pela construção das duas plataformas, que juntas terão capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural diariamente. O início da produção de óleo de SEAP II está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031. A produção de SEAP I está prevista para após o horizonte do PN 2026-30.
Os investimentos totais são da ordem de R$ 60 bilhões e os dois projetos preveem a produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), representando um retorno econômico significativo para a Petrobras, e contribuindo de forma relevante para o aumento da produção nacional de petróleo e gás.
A Petrobras considera SEAP estratégico para ampliar a disponibilidade de gás natural no país, fortalecer a infraestrutura energética nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste. Além dos dois FPSOs, o empreendimento prevê a construção e interligação de 32 poços, bem como a implantação de um gasoduto de escoamento com cerca de 134 km de extensão — sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra.
A Petrobras informou que já está em andamento a licitação para o fornecimento de ANMs (Árvores de Natal Molhadas) e equipamentos submarinos para os dois projetos, e está previsto, ainda em 2026, o início das licitações para as demais infraestruturas.
SEAP I
O projeto SEAP I abrange jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-11 – com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA (40%) – e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação. Essa unidade terá capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia e processar 10 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
SEAP II
O projeto SEAP II abrange jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta, localizados a cerca de 80 km da costa nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, respectivamente. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-4 – com 75% de participação em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%) – e BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação. Essa unidade terá capacidade de processamento diário de 120 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás.
Fonte: Portos e Navios