Notícias | 16 maio, 2026

Petrobras destaca sucesso nas antecipações de operação de novas plataformas

Petrobras destaca sucesso nas antecipações de operação de novas plataformas

Diretor disse não ser possível garantir adiantamento, mas que para P-80, P-82 e P-83 será mantido trabalho que permitiu antecipar início operacional da P-79, no campo de Búzios. Unidades chegam ao Brasil a partir do próximo semestre

A Petrobras avalia que a estratégia de monitorar e antecipar ‘atividades críticas’ tem contribuído para a antecipação do início operacional de novas plataformas, como da P-79, que entrou em operação no campo de Búzios três meses antes do previsto no cronograma. O diretor executivo de engenharia, tecnologia e inovação em exercício da Petrobras, Flávio Bretanha Freire, disse, nesta terça-feira (12), não ser possível garantir o adiantamento, mas que será mantido o mesmo trabalho feito para P-79 em três novas unidades.

“O que garantimos é que o mesmo trabalho da P-79, será feito na P-80, P-82 e P-83”, afirmou Freire, durante coletiva de imprensa sobre os resultados da Petrobras no primeiro trimestre deste ano. Na ocasião, ele disse que a viagem rumo ao local de operação (Sailaway) da P-80 está prevista para o segundo semestre de 2026, assim como a P-82, que terá o mesmo processo na sequência.

A Petrobras mantém o planejamento da operação dessas três unidades para o ano de 2027. “Nossa engenharia tem antecipado nossas plataformas que estavam muito atrasadas. Recuperamos tudo isso (…). Com certeza a produção dessas três é para o ano que vem, mas em 2026 esperamos fazer o Sailaway”, reforçou a diretora executiva de E&P, Sylvia Anjos.

Freire destacou que a diretoria executiva da Petrobras monitora quase diariamente as ‘atividades críticas’ dos projetos de produção. As equipes de poços por exemplo os preparam para o ramp up, enquanto a equipe subsea pré-lança linhas de ancoragem e linhas submarinas. A equipe dos topsides, por sua vez, executam atividades antecipadas e planejam a viagem das plataformas da Ásia para águas jurisdicionais brasileiras (AJB) já com a unidade tripulada, ganhando alguns meses de atividade interna.

O diretor executivo de engenharia, tecnologia e inovação em exercício da Petrobras acrescentou que o grande número de relações com órgãos ambientais, órgãos externos, regulatórios e agências dificulta a assertividade de datas ou de garantir que determinada unidade será antecipada. “Não temos como garantir essa antecipação porque existe uma quantidade enorme de variáveis externas e de conhecimento não completo”, finalizou Freire.

Fonte: Portos e Navios