Notícias | 13 setembro, 2026

Nova classe de porta-contêineres ‘gigamax’ teria 27,5 mil TEUs

A consultoria de inteligência de mercado Alphaliner voltou a defender a viabilidade comercial de uma nova classe de porta-contêineres, batizada de “gigamax”, com capacidade em torno de 27.500 TEUs — acima do teto de 24.000 TEUs que prevalece no setor há quase uma década. Segundo a consultoria, avanços no projeto naval, o custo crescente dos combustíveis e a precificação de carbono podem tornar navios dessa magnitude comercialmente viáveis já na década de 2030. A ideia retoma um conceito que a própria Alphaliner havia apresentado em 2021.

O desenho batizado de “gigamax-25” teria cerca de 414 metros de comprimento por 63,3 metros de boca, ante os aproximadamente 400 metros por 61 metros dos atuais navios “megamax-24”. A configuração prevê 25 filas de contêineres ao longo da boca, uma baia adicional no castelo de proa, velocidade de operação de até 18 nós e propulsão bicombustível a GNL. Segundo a Alphaliner, o consumo de combustível seria apenas marginalmente maior que o de porta-contêineres mais antigos, de 20.500 TEUs, apesar da capacidade adicional de cerca de 7.000 contêineres.

A consultoria avalia que os 14 metros extras de comprimento e os 2,5 metros extras de boca poderiam ser absorvidos, em muitos terminais, dentro das margens operacionais já existentes de guindastes, berços, bacias de evolução e canais de acesso. A carteira global de encomendas de porta-contêineres atingiu o recorde de 14,7 milhões de TEUs, distribuídos em 1.795 navios, dos quais 68% da capacidade encomendada corresponde a embarcações acima de 10.000 TEUs. Para a consultoria, a Maersk seria a candidata natural a operar os primeiros navios da classe: a frota dos 31 maiores navios da armadora tem, em média, 19.600 TEUs de capacidade, o que faria de um gigamax um salto de cerca de 40% na capacidade unitária. MSC e Cosco aparecem como candidatas secundárias.

Fonte: Portos e Navios