Notícias | 28 agosto, 2026
Carteira de construção do Navship tem 10 barcos de apoio
Danilo Oliveira
O grupo Chouest anunciou, na Navalshore 2026, que está em processo de construção de 10 novas embarcações de apoio marítimo em seu estaleiro em Navegantes (SC). Além dos seis PSVs/OSRVs para a frota da Bram Offshore, subsidiária de navegação, serão construídos quatro RSVs (embarcações equipadas com robôs) para a DOF. As primeiras são embarcações de transporte de suprimentos e com equipamentos de recolhimento de óleo, combate à poluição e incêndio. Os RSVs serão destinados ao apoio às atividades de inspeção, manutenção e reparo submarinas em operações em águas profundas. Essas embarcações serão afretadas para a Petrobras.
“Pela primeira vez, estaremos construindo para terceiros. O nosso estaleiro Navship, em Navegantes, também construirá quatro RSVs para um novo cliente. Com isso, procuramos agregar maior conteúdo local”, disse a diretora de relações institucionais do grupo Edison Chouest, Lilian Schaefer, no painel sobre apoio marítimo, no segundo dia do evento, no Rio de Janeiro.
As embarcações da DOF serão equipadas com guindaste submarino offshore, projetadas para operações em águas profundas, terão acomodações para até 58 pessoas e dois ROVs. De acordo com a DOF, os barcos serão do tipo DP2, com 98 metros de comprimento, 20 metros de largura e 6,3 metros de calado. Além disso, contarão com propulsão híbrida, a etanol e diesel, e baterias, sendo consideradas embarcações verdes.
Lilian destacou que as novas embarcações já vêm com uma pegada de descarbonização com redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em cerca de 30%. Segundo a executiva, a tecnologia é dinâmica. “Possivelmente até o final de todas essas construções, talvez consigamos maior redução nessas emissões. Estamos aderentes ao programa BNDES Azul, que traz alguns incentivos para quem pretende construir no Brasil”, ressaltou a diretora.
Ela acrescentou que a Bram possui uma frota bastante diversificada, que veio sendo construída e trazida para o Brasil para atender à principal contratante do setor, que é a Petrobras e reúne mais de 90% dos contratos operacionais. “A Petrobras começa a exploração no Brasil em águas rasas, passa para águas profundas e hoje nós chegamos a águas profundas. Evidentemente que as embarcações de apoio têm que seguir essa mesma toada. Elas têm que atender da melhor forma essas necessidades do cliente Petrobras”, comentou a executiva.
Fonte: Portos e Navios