Notícias | 4 julho, 2026
Cade aprova farm-in da Petrobras em Itaimbezinho
Por Ana Luisa Egues
O Cade aprovou, na quarta-feira (1º), o processo de cessão, pela Equinor, da participação de 50% no bloco Itaimbezinho, situado no pré-sal da Bacia de Campos, para a Petrobras. Agora, resta o aval da ANP para que a transação seja concluída.
O contrato foi assinado pelas companhias no início de junho. Caso seja aprovado também pela ANP, o consórcio de Itaimbezinho passará a ser composto pela Equinor (operadora, 50%), Petrobras (50%) e PPSA, como gestora do contrato de partilha.
Segundo o Cade, como o bloco ainda se encontra em fase exploratória, não é possível estimar o impacto que tal área terá no mercado nacional ou mundial de petróleo e gás natural, visto que atividades relevantes de investigação e análise exploratórias ainda precisam ser realizadas na área para a viabilização de um poço exploratório.
“A perfuração de um poço poderá resultar ou não em uma descoberta, além disso, uma eventual descoberta ainda demandará novas avaliações para se determinar a comercialidade da área”, continuou o Cade. Desta forma, o Conselho entendeu que a operação não possui o condão de acarretar alterações significativas ao ambiente concorrencial no Brasil.
Como justificativa, a Petrobras afirma que a transação maximiza sinergias na Bacia de Campos, região onde a companhia já desenvolve ativos vizinhos, também em parceria com a Equinor, como o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe.
O projeto Raia é operado pelo consórcio formado por Equinor (35%), Repsol Sinopec (35%) e Petrobras (30%). Já a licença exploratória de Jaspe é operada pelo consórcio formado por Petrobras (60%) e Equinor (40%).
Itaimbezinho foi arrematado no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado em outubro de 2025. Conforme publicado pela Brasil Energia, a companhia norueguesa avalia a possibilidade de desenvolver Itaimbezinho a partir de um tie-back ao projeto Raia.
FONTE: BRASIL ENERGIA