Notícias | 17 abril, 2026
Cábrea de grande porte é aposta para acompanhar aumento de volumes de cargas
Estrutura, parceria entre Camorim e Grupo Tomé, será construída em Manaus (AM) e receberá investimentos de R$ 52 milhões. Operação da unidade está prevista para primeiro trimestre de 2027
O estaleiro Juruá, em Manaus (AM), está construindo uma das maiores cábreas da América Latina para o içamento, manobra e posicionamento de cargas de grande porte, estruturas submarinas e equipamentos de exploração. O projeto faz parte de uma parceria entre a Camorim Serviços Marítimos e o Grupo Tomé, com investimentos da ordem de R$ 52 milhões. A estrutura poderá ser utilizada em operações de instalação de plataformas, manutenção de infraestrutura marítima e apoio a projetos de petróleo e gás.
O escopo prevê que a cábrea terá capacidade de 750 toneladas de içamento e será dotada de oito pontos de ancoragem. Para a Camorim, a embarcação representa um salto tecnológico e operacional para o setor, ampliando a competitividade nacional em projetos de infraestrutura de grande escala. A expectativa é que o projeto entre em operação em março de 2027.
O diretor estratégico da Camorim, Plínio Salles, disse à Portos e Navios que a parceria busca aliar a experiência da empresa no setor marítimo com o expertise do Grupo Tomé no içamento e transporte de carga no modal rodoviário. As empresas entenderam que faltava um equipamento com essa capacidade para complementar a logística em operações do setor.
Ele acrescentou que não havia uma solução local para cargas com esse peso, o que começa a abrir uma nova logística possível, que começará a ser montada a partir de agora. “As bobinas e outras cargas vêm aumentando de tamanho e de volume e entendemos que faltava um equipamento para lidar com segurança com essas cargas”, contou Salles, durante o primeiro dia da 30ª edição do Intermodal South America, em São Paulo (SP).
Salles ressaltou à reportagem que será uma balsa marítima preparada para atuar dentro dos portos ou no ambiente offshore. O diretor explicou que a intenção é ter essa balsa disponível para operar em qualquer local do Brasil, podendo operar desde na região Norte, onde está sendo construída, como poderá vir para projetos no Sudeste.
Fonte: Portos e Navios