Notícias | 7 agosto, 2026
Recordes operacionais puxam lucro da Petrobras
A empresa terminou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, um resultado 96,8% superior ao de igual período de 2025. Os números refletem o forte desempenho no E&P e Refino
A Petrobras fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, 60,6% superior ao resultado do trimestre imediatamente anterior e 96,8% maior do que o do segundo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado ficou em R$ 93,8 bilhões, uma alta de 57,3% e 79,6%, nas mesmas bases de comparação.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, no relatório ao mercado.
A Petrobras informou ainda que o resultado foi fruto do forte desempenho operacional, com o avanço do ramp-up dos sistemas, a entrada em operação da P-79 e ganhos de eficiência, o que resultou em aumento de 3,4% na produção total.
No refino, a empresa alcançou recorde de utilização das refinarias, com fator de utilização (FUT) de 101,2%, ao elevar em 5,6% a produção de derivados em relação ao trimestre anterior com a manutenção em 68% do mix de rendimentos em produtos de maior valor agregado (diesel, QAV e gasolina).
Nos primeiros seis meses do ano, os investimentos totalizaram US$ 10,4 bilhões, representando um aumento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre, os investimentos somaram US$ 5,3 bilhões, um aumento de 3,8% em comparação com o trimestre anterior.
No segmento de Exploração & Produção, os investimentos totalizaram US$ 4,3 bilhões no segundo trimestre, uma redução de 2,8% em relação ao primeiro trimestre. O maior nível de investimentos no trimestre anterior refletiu, principalmente, a nacionalização do FPSO P-79, ocorrida em fevereiro.
Em comparação com o segundo trimestre de 2025, os investimentos cresceram 16,5%, impulsionados por maiores aportes nos grandes projetos do pré-sal da Bacia de Santos, especialmente nos novos sistemas de produção dos campos de Atapu e Sépia, pelo avanço da campanha de construção de poços do campo de Búzios e pelos projetos da Bacia de Campos, com destaque para o projeto de revitalização de Marlim.
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, os investimentos somaram US$ 0,67 bilhão no segundo trimestre, um aumento de 33,3% em relação ao primeiro trimestre, decorrente, principalmente, de maiores investimentos no Polo Boaventura e nas paradas programadas das refinarias. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 31,1%, com destaque para os maiores investimentos na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e no Polo Boaventura.
O lifting cost apurado no segundo trimestre, sem afretamento e sem participação governamental, foi de US$ 6,33/boe, redução de 6,3% em relação ao primeiro trimestre. Esse desempenho decorreu, principalmente, da redução dos custos no pós-sal, combinada ao aumento de produção no pré-sal. A diminuição no custo por barril produzido teria sido ainda mais expressiva não fosse pela valorização de 4% do real frente ao dólar.
Além disso, o aumento da participação do pré-sal no mix de produção total de óleo e gás equivalente, de 82% no primeiro trimestre para 83% no segundo, também contribuiu para a redução do custo unitário.
No pré-sal, a redução do lifting cost de 4,8% decorreu do incremento da produção, em função do ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78 e do menor volume de perdas decorrentes de paradas para manutenções e da maior eficiência operacional. Houve, ainda, a entrada em operação de cinco novos poços produtores na Bacia de Santos. Além disso, registraram-se menores gastos em poços, principalmente, nos campos de Jubarte, Barracuda, Búzios e Sapinhoá, além da redução dos gastos de operação em relação ao primeiro trimestre, em razão de desembolsos concentrados no trimestre anterior.
No pós-sal, o lifting cost apresentou queda de 5,1% em função dos menores gastos em poços na Bacia de Campos, principalmente, nos campos de Barracuda, Marlim, Jubarte e Marlim Sul.
Já o custo unitário de refino, em reais, no segundo trimestre foi 5,3% menor quando comparado ao primeiro trimestre, devido ao aumento de 7% no volume de processamento no parque de refino.
Fonte: Brasil Energia