Notícias | 5 janeiro, 2026
Prio recebe licença do Ibama para operar o campo de Peregrino
Efetivamente, a companhia já estava operando as instalações do campo de Peregrino. No entanto, a licença de operação estabelece os critérios e condicionantes ambientais para a operação, pela Prio, desse sistema no âmbito do licenciamento federal
Por Ana Luisa Egues
A Equinor firmou acordos com a PRIO para a venda de sua participação operada de 60% no campo de Peregrino, na Bacia de Campos. A PRIO pagará um valor de US$ 3,35 bilhões e até US$ 150 milhões em juros à Equinor pela transação, que deve ser concluída entre o final deste ano e meados de 2026.
O acordo está dividido em duas partes: uma para a aquisição de 40% e da operação do campo de Peregrino, e outra para a aquisição dos 20% restantes. A operação referente aos 40% receberá um pagamento de US$ 2,233 milhões, com um pagamento adicional de US$ 166 milhões que está condicionado à conclusão da segunda parte de 20%. A operação dos 20% terá um valor de US$ 951 milhões.
Os pagamentos devidos na conclusão das aquisições estarão sujeitos aos ajustes até o fechamento da transação (contados a partir de 1º de janeiro de 2024), como o resultado do ativo e juros, conforme transações similares. As aquisições estão sujeitas às condições precedentes usuais para este tipo de operação, como aprovação da ANP e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo a PRIO, “todos os valores serão pagos utilizando os recursos já disponíveis em conta corrente da PRIO, somados à geração de caixa da Companhia até o closing da operação e um aumento temporário do nível de alavancagem para aproximadamente 2,0 Net Debt / EBITDA que permanecerá dentro de faixas saudáveis e conservadoras”.
Se tudo for aprovado, o campo de Peregrino passará a ser detido e operado integralmente pela PRIO, tendo em vista que a companhia adquiriu os 40% de participação da Sinochem no ano passado, em uma transação avaliada em US$ 1,915 milhão.
De acordo com Roberto Monteiro, CEO da PRIO, o ativo tem forte sinergia com o cluster de Polvo e Tubarão Martelo. “A aquisição adiciona ainda 202 milhões de barris às nossas reservas e, até 2026 – quando esperamos concluir totalmente o processo –, estimamos um acréscimo de cerca de 60 mil bpd à nossa produção”, disse o CEO, em publicação.
Para a Equinor, a transação está alinhada com a otimização do seu portfólio internacional a partir de desinvestimentos e aquisições. No entanto, segundo Philippe Mathieu, vice-presidente Executivo de Exploração e Produção Internacional da Equinor, a companhia continua a ver potencial de crescimento e oportunidades no Brasil para estender a longevidade do seu portfólio internacional de petróleo e gás.
“O Brasil continuará a ser um país central para a Equinor, à medida em que focamos no início das operações do campo Bacalhau, e no projeto de gás Raia. Com esses dois ativos operados e a parceria em Roncador, nossa produção de petróleo no Brasil estará próxima de 200 mil bpd até 2030”, disse Mathieu, segundo o comunicado. “Estamos nos preparando para o início das operações de Bacalhau, e estamos avançando no projeto de gás Raia”, completou Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.
A Equinor será responsável pelas operações do campo até o fechamento da transação, após o qual a PRIO assumirá a operação. Peregrino é um campo de petróleo pesado que produz através do FPSO Peregrino, com capacidade de processamento de óleo de 110 mil bpd e capacidade de armazenamento de 1,6 milhão de barris. O campo possui três plataformas fixas (Peregrino A, B e C) onde são ligados e completados os poços, e que contam com sondas que fazem perfurações e intervenções.