Notícias | 22 maio, 2026

Margem Equatorial vai ter instituto de altos estudos

Comunidade acadêmica está se articulando para lançar o Instituto Nacional de Altos Estudos da Margem Equatorial, informou Allan Kardec Duailibe, professor titular da UFMA. A ideia é que ele seja um “think tank” sobre a região

A comunidade acadêmica está se articulando para lançar o Instituto Nacional de Altos Estudos da Margem Equatorial ainda neste ano, informou Allan Kardec Duailibe Barros Filho, ex-diretor da ANP e atualmente professor titular da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em entrevista à Brasil Energia. A ideia é que o instituto seja um “think tank” sobre a Margem Equatorial, de modo que as empresas que possuem projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação) sobre a região possam executá-los através da entidade.

“A Petrobras se voluntariou a ajudar na organização e no financiamento desses projetos de pesquisa. Estamos conversando com outras empresas, como ExxonMobil e Shell, mas ainda não temos nenhum encaminhamento nesse sentido. Mas queremos debater a Margem Equatorial, e temos que ter o protagonismo nessa conversa. E quem melhor pode falar sobre a Margem Equatorial são os estados que compõem a região”, explicou Kardec.

Outros estados – como RJ, MG e SP – também participarão do Instituto, assim como outros países, como EUA, Japão e Noruega. A premissa é que a sede presencial seja na UFMA, mas que o debate seja democratizado em escala nacional e internacional. “Temos que fazer seminários, organizar livros, organizar revistas. A comunidade acadêmica pede isso, as pessoas querem participar. O reitor da UFMA, Fernando Carvalho Silva, já nos prometeu um espaço na universidade”, afirmou.

Segundo Kardec, a meta é também criar um banco de dados sobre a Margem Equatorial, reunindo dados sísmicos e acadêmicos, como estudos, artigos, teses e conferências. “Estamos conversando com a ANP para que tenhamos cópias dos dados sísmicos da região, para que os estudantes possam ter acesso. Queremos condensar todas as informações, que são públicas, num mesmo lugar, de forma organizada, para que seja mais acessível aos pesquisadores”, explicou.

A ideia é que esse banco de dados esteja pronto nos próximos 5 anos. “O cognome do Instituto é Inhame, que é uma raiz, um tubérculo muito consumido no Norte e Nordeste do país. E o plano é justamente esse: estudar as raízes do Brasil”, finalizou.

Fonte: Brasil Energia