Notícias | 6 março, 2026
Lucro da Petrobras com E&P chega a R$ 176,4 bilhões em 2025
A queda do preço do Brent em 2025 pesou no resultado do segmento e resultado ficou 7,8% inferior ao de 2024
Por Fernanda Nunes
A queda do preço do Brent em 2025 pesou no resultado do segmento de Exploração e Produção da Petrobras, que fechou o ano com um lucro líquido de R$ 176,4 bilhões, 7,8% inferior ao de 2024. O resultado só não foi pior por conta do aumento da produção, que ficou 2,8% acima da meta. A empresa extraiu 2,4 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo no ano.
O custo de extração em 2025, sem participação governamental e sem afretamento, foi de US$ 6,35 por barril de óleo equivalente (boe), representando um aumento de 5% em comparação com 2024 (US$ 6,05/boe). “O crescimento decorreu principalmente de maiores gastos com escoamento de gás, serviços de integridade, tais como manutenção de plataformas, inspeções submarinas e logística, além do retorno de produção de plataformas com custos unitários mais elevados na Bacia de Campos”, afirmou a Petrobras em relatório ao mercado.
Em contrapartida, a desvalorização do real frente ao dólar, a entrada de novas unidades de produção (Almirante Tamandaré, Maria Quitéria, Duque de Caxias, Alexandre Gusmão e P-78), a parada definitiva de plataformas antigas (Cidade de Niterói e Cidade de Santos), o ramp-up de FPSOs (Anna Nery, Anita Garibaldi e Sepetiba), a entrada de novos poços na Bacia de Campos e Santos e ganhos de eficiência operacional na Bacia de Santos e Búzios contribuíram para atenuar parcialmente o aumento do custo de extração.
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 9,6 bilhões, uma alta de 44% em relação ao ano anterior. A empresa argumenta que vendeu mais, com destaque para as exportações de petróleo, que foram um recorde anual e compensaram a redução do Brent.
“No que tange ao custo unitário de refino, em reais, em 2025 foi 15,7% maior que o de 2024, principalmente devido aos maiores gastos para manutenção e conservação das refinarias. Além disso, também contribuiu para o maior custo unitário a menor carga processada em 2025 (-2,4% na comparação com o ano anterior)”, informou a Petrobras.
Fonte: Brasil Energia