Notícias | 29 maio, 2026

IBP aponta oportunidades para o Brasil em cenário global

Roberto Ardenghy afirmou que cenário geopolítico amplia oportunidades para o país

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, defendeu, durante o Seminário LIDE de Energia, que o Brasil tem condições de ampliar seu protagonismo como fornecedor global de energia em um cenário internacional marcado por conflitos, insegurança logística e necessidade de diversificação de fontes.

Ardenghy afirmou que a geopolítica mundial abre oportunidades para países com reservas, capacidade produtiva e matriz diversificada, como o Brasil. Segundo ele, o petróleo seguirá relevante na economia global nas próximas décadas, mesmo em meio ao avanço da transição energética. O executivo afirma que o setor de óleo e gás já reúne condições para produzir petróleo com baixa emissão de gases de efeito estufa, especialmente CO₂.

Ardenghy citou, por exemplo, que a China acumulou cerca de 1,4 bilhão de barris em reservas estratégicas de petróleo, volume superior ao dos Estados Unidos, tradicionalmente o maior detentor desse tipo de estoque.

O presidente do IBP destacou que há alternativas de oferta fora do Oriente Médio, incluindo Venezuela, Estados Unidos, África, Rússia, Noruega e Brasil. Ele mencionou que a Venezuela passou de cerca de 700 mil barris por dia há seis meses para aproximadamente 1,3 milhão de barris por dia, enquanto os Estados Unidos produzem cerca de 17 milhões de barris por dia, dos quais 13 milhões vêm de reservas não convencionais, como o shale.

Para Ardenghy, o Brasil precisa avançar em licenciamento e segurança regulatória para novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial. Ele também defendeu que o Brasil avalie com responsabilidade o potencial dos recursos não convencionais.

Ardenghy comparou a experiência brasileira com a de países vizinhos, citando a Argentina, que produz cerca de 1 milhão de barris de petróleo e gás equivalente com uso de fraturamento hidráulico.

Além do petróleo e do gás, Ardenghy citou o biodiesel, o diesel verde, o etanol de primeira e segunda geração, o etanol de milho e de cana-de-açúcar, o combustível sustentável de aviação e o bunker renovável como exemplos de rotas nas quais o Brasil pode ganhar escala global. Para ele, a abundância de biomassa, matéria orgânica e óleo vegetal coloca o país em vantagem competitiva.

Fonte: Brasil Energia