Notícias | 24 abril, 2026
Frota de apoio fecha trimestre com 477 embarcações em AJB
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) chegou ao final do primeiro trimestre com 477 embarcações. A quantidade verificada tem quatro unidades a menos do que em fevereiro e 18 unidades a mais do que em março de 2025 (459), de acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Do total contabilizado em março, 391 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 86 de bandeira estrangeira.
Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 222 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 118 de bandeira brasileira. Cerca de 106 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
As embarcações com bandeira nacional corresponderam a 82% da frota de apoio offshore, enquanto 18% representaram as embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, esses percentuais eram de 81% e 19%, respectivamente. Nos meses anteriores, os percentuais de participação da bandeira nacional na atividade oscilaram entre 81% e 84%.
Em fevereiro de 2026, a frota totalizou 481 embarcações, das quais 390 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 91 de bandeira estrangeira. Em janeiro, a frota totalizou 477 embarcações — 387 de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira. Em dezembro de 2025, 383 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeiras de outros países.
De acordo com a publicação, a frota em março de 2026 era composta por 43% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 203 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 70 unidades no período (15%), enquanto 62 barcos eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem a 13% do total. Outros 35 barcos de apoio eram RSVs (embarcações equipadas com robôs), 22 MPSVs (multipropósito), 21 eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes) e 20 PLSVs (lançamento de linhas).
A Bram Offshore/Alfanave, do grupo Edison Chouest, permanece como a empresa de navegação com mais embarcações em operação, ou aguardando contratação, com 78 unidades (11 estrangeiras), seguida pela CBO, que opera 45 barcos de apoio com bandeira brasileira e pela OceanPact, com 29 (trêss estrangeiras). Starnav e Tranship aparecem na sequência, respectivamente, com 28 (1 estrangeira) e 27 (1 estrangeira).
A DOF/Norskan consta com 21 de bandeira brasileira e 7 de bandeira estrangeira. A Wilson Sons Ultratug (WSUT), com 22 embarcações de bandeira brasileira, vêm logo em seguida. A frota da Oceânica possui 15 unidades de bandeira brasileira e outras três de bandeira estrangeira. A Camorim aparece com 17 unidades, todas de bandeira brasileira.
A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 49 PSVs/OSRVs, 12 AHTS, 9 RSVs, 4 WSV(estimulação de poços) e 3 CSV/MPSVs (multi-função), entre outras embarcações. A CBO (13), DOF/Norskan (13) e a Bram (12) foram, respectivamente, as empresas de apoio offshore que, em março, tinham mais AHTS em suas frotas. A Tranship permanece como a empresa com mais embarcações LH/SV: 23 unidades, seguida pela Camorim, que tem 14 unidades com essas especificações.
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
Fonte: Portos e Navios