Notícias | 10 maio, 2026
Brava está de olho em outra região de Papa-Terra para desenvolver
O diretor de Operações Offshore, Carlos Travassos, destacou em teleconferência de resultados que ainda é um estudo “bastante embrionário”, mas que há chances de poços injetores e de produção
Por Fernanda Legey
A Brava Energia enxerga potencial de desenvolver a área central do campo de Papa-Terra.
De acordo com o diretor de Operações Offshore, Carlos Travassos, durante a teleconferência de resultados trimestrais nesta quinta-feira (7), estudos preliminares apontam possíveis quatro poços de injeção e cinco a seis de produção.
“É um estudo bastante embrionário, ainda estamos olhando para isso”, disse Travassos. Além disso, alertou qua ainda não há decisão de investimento nem previsão de gastos para esse ano ou 2027.
A companhia está, atualmente, com a campanha integrada de Papa-Terra e Atlanta, que teve início no fim de março. Travassos informou que a campanha está em linha com o cronograma.
Primeiro, a companhia iniciou a perfuração dos dois poços em Papa-Terra (PPT-52 e PPT-53), a partir da sonda Lone Star (Constellation). Está previsto, em agosto, a chegada do PLSV para conectar esses poços e, no 4T26, o primeiro óleo.
Já em outubro, a sonda irá para Atlanta iniciar a perfuração dos outros dois poços (ATL-9H e ATL-10H). A conexão e o primeiro óleo são esperados para o primeiro trimestre e o segundo, respectivamente.
Resultados financeiros do 1T26
A Brava registrou prejuízo de R$ 350 milhões no primeiro trimestre deste ano. Quando comparado com o 4T25, que teve resultado negativo de R$ 588 milhões, o valor foi menor. Mas não contra o 1T25, que apresentou lucro líquido de R$ 829 milhões,
A companhia justifica o impacto principalmente pela despesa financeira, decorrente de efeitos contábeis não caixa relacionados à marcação a mercado dos contratos de hedge de óleo.
A receita chegou a R$ 3,1 bilhões, maior em 23% frente ao 4T25 (R$ 2,5 bilhões) e em 9% sobre o 1T25 (R$ 2,8 milhões).
O desempenho foi impulsionado por melhores condições comerciais e pelo maior volume de óleo vendido no segmento offshore (+9% na comparação trimestral). As vendas foram impactadas pela valorização trimestral de 27% do Brent médio, em decorrência da guerra no Oriente Médio.
Fonte: Brasil Energia