Notícias | 6 março, 2026

ANP multa Petrobras em até R$ 2 milhões por infrações na ODN II

ANP multa Petrobras em até R$ 2 milhões por infrações na ODN II

Agência constatou desvio em planos e procedimentos para testes, inspeção e manutenção das bombas de combate a incêndio da sonda que perfura na Margem Equatorial. É a segunda penalidade recebida pela estatal, que já foi multada pelo Ibama em R$ 2,5 milhões por vazamento de fluido de perfuração

Por Fernanda Legey

A ANP atuou a Petrobras em até R$ 2 milhões por infrações na sonda ODN II (NS-42, da Foresea), que está atuando na perfuração do poço Morpho no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Esta é a segunda penalidade recebida pela estatal, que já foi multada pelo Ibama em R$ 2,5 milhões por vazamento de fluido de perfuração na operação da sonda.

A auditoria da agência, que ocorreu no começo de fevereiro, foi sobre o sistema de gestão de segurança operacional da Petrobras relacionado às operações da sonda.  A Superintendência de Segurança Operacional (SSO) constatou que houve um desvio nos planos e procedimentos para teste, inspeção e manutenção das bombas de combate a incêndio da instalação.

E isso caracterizou-se como risco grave e iminente, devido à companhia desconhecer se os equipamentos instalados na unidade eram capazes de atender, ou não, ao cenário projetado de maior demanda, uma condição imprescindível para continuar a operação. A Petrobras tem direito a responder à infração imputada.

Dessa vez, a multa não está relacionada ao episódio de perda de fluidos de perfuração biodegradável em linhas auxiliares do riser. Por causa disso, as atividades no poço foram paralisadas no dia 4 de janeiro.

De acordo com a Petrobras, o evento foi prontamente identificado e as linhas afetadas foram isoladas, cessando a perda observada. Ainda segundo a companhia, “em nenhum momento houve comprometimento da segurança do poço”. No dia 23 de janeiro, a estatal afirmou, em carta enviada ao Ibama, que as causas da perda de fluido de perfuração estão em fase de apuração.

No dia 9 de fevereiro, o Ibama aplicou a multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras pelo vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar.

A retomada da atividade de perfuração foi aprovada pela ANP um mês após o incidente, mas a Petrobras deverá cumprir algumas condicionantes. À Brasil Energia, a agência afirmou que a estatal apresentou a análise das causas do incidente, incluindo as causas imediatas, e as medidas corretivas e mitigadoras necessárias para garantir a continuidade dos serviços com segurança.

As multas recebidas pela estatal, no entanto, não impedem a continuidade da perfuração. Agora, a Petrobras foca em descer o equipamento Blowout Preventer (BOP) para retomar a perfuração. Ainda estão se preparando para retomar a perfuração e sem uma data específica para a volta efetiva.

Fonte: Brasil Energia