Notícias | 13 março, 2026
Prio estima que Wahoo deve iniciar produção nos próximos dias
Campo deve iniciar produção com dois poços produtores. O terceiro e quarto poços devem iniciar a produção entre este mês e o próximo, totalizando cerca de 40 mil bpd. Roberto Monteiro, CEO da companhia, também deu detalhes sobre a perfuração de dois poços no campo de Frade
Por Ana Luisa Egues
A Prio pretende iniciar a produção do campo de Wahoo, na Bacia de Campos, nos próximos dias, a partir de dois poços produtores, informou o CEO da companhia, Roberto Monteiro, durante teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2025, realizada nesta quarta-feira (11). No momento, a Prio está conectando o terceiro poço produtor e se preparando para perfurar o quarto poço produtor do campo.
“O terceiro poço deve iniciar a produção entre a última semana de março e a primeira semana de abril, enquanto o quarto poço deve entrar em produção na última semana de abril. Com isso, resolvemos os quatro poços produtores de Wahoo, que devem produzir, segundo as nossas estimativas, cerca de 40 mil bpd em maio, provavelmente. Temos um índice de produtividade bom no reservatório, mas isso depende, obviamente, de como o reservatório vai se comportar”, explicou Monteiro.
Como Wahoo tem uma razão gás-óleo (Gas-Oil Ratio) muito grande, o CEO da Prio estima um período de 10 dias de estabilização da produção. “O óleo vai demorar um pouco para chegar ao FPSO, até porque estamos falando de um tie-back de 30 km de distância, mas a nossa expectativa é retornar aos investidores em aproximadamente 10 dias após o primeiro óleo. Estamos confiantes de começar essa produção nos próximos dias”, disse Roberto.
A companhia recebeu a licença de operação do Ibama no último dia 3. O sistema de desenvolvimento da produção do campo de Wahoo compreende a interligação submarina (tie-back) de até 11 poços – sendo quatro produtores, dois injetores e cinco contingentes – ao FPSO Valente, que opera no campo de Frade e possui capacidade de processamento de 100 mil bpd e de armazenamento de até 1,5 milhão de barris, além de estar conectado à malha de gasodutos nacional.
Frade
Monteiro também informou que a Prio pretende perfurar, no terceiro trimestre deste ano, até dois poços no campo de Frade, também situado na Bacia de Campos, com o objetivo de aumentar a produção do campo.
“Esperamos ter essa licença no curtíssimo prazo, uma vez que o Ibama já até realizou a inspeção na sonda que será responsável pela atividade. Justamente por conta desses poços teremos um ramp-up lento em Wahoo, em função de manter um bom controle da planta da unidade como um todo”, explicou o executivo.
Produção total do trimestre e reservas
A companhia produziu uma média de 127,9 mil boed no quarto trimestre de 2025, representando um aumento de 45% ante o trimestre anterior (88,2 mil boed), refletindo o closing da aquisição de participação adicional de 40% e da operação do campo de Peregrino, concluído em 11 de novembro de 2025, que adicionou aproximadamente 40 mil bpd à produção da Prio.
A companhia também divulgou, na terça-feira (10), uma nova certificação de reservas, elaborada pela DeGolyer & MacNaughton, com data de referência de 1 de janeiro de 2026, e que inclui as reservas dos clusters Polvo e Tubarão Martelo, Frade e Wahoo, Albacora Leste e Peregrino. A reposição de reservas foi de 40,3 milhões de barris, conforme a figura abaixo:

Financeiro e plano de remuneração aos acionistas
A receita total da companhia no 4T25 foi de US$ 642 milhões, 20% acima do registrado no 4T24 (US$ 536 milhões), refletindo o aumento de 46% na produção e de 49% nas vendas na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
No 4T25, a Prio registrou prejuízo líquido de US$ 185 milhões, refletindo principalmente o aumento na linha de depreciação e amortização, além do ajuste da base tributável em função da valorização do real frente ao dólar no período, impactando o valor apresentado dos ativos imobilizados e intangíveis.
Monteiro também falou sobre uma política de remuneração aos acionistas – algo que já tinha sido comentado por Nelson Queiroz Tanure, presidente do Conselho de Administração da companhia, durante o evento Prio Day, em dezembro de 2025.
“Com a geração de caixa futura, a gente entende que recompra de ações e crescimento orgânico não serão suficientes. Por isso, estamos pensando nesse plano de remuneração aos acionistas, que vai incluir recompra de ações, dividendos… A ideia é estabilizar essa decisão antes da metade do ano”, afirmou.
Fonte: Brasil Energia