Notícias | 2 abril, 2026
Magda confirma SBM como vencedora da licitação dos FPSOs de SEAP
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou, nesta quarta-feira (1º), que a SBM venceu a licitação para produzir as duas plataformas do projeto SEAP (Sergipe Águas Profundas), na Bacia Sergipe-Alagoas. Juntos, os FPSOs SEAP I e SEAP II terão capacidade de produzir 200 mil barris de petróleo por dia e 18 milhões de metros cúbicos (m³) de gás, que serão escoados para a região costeira, por meio de um gasoduto, que terá mais de 100 quilômetros.
“O projeto engloba um grande gasoduto que trará de alto mar para a costa uma capacidade de até 18 milhões de m³/dia de gás”, destacou Magda, que foi convidada do evento CNN Talks, em São Paulo (SP), na manhã de hoje. Na semana passada, a Petrobras assinou com o governo de Sergipe um protocolo de intenções para viabilizar a comercialização do gás natural a ser produzido pelos dois projetos SEAP.
Magda explicou que o aumento do preço do petróleo permitiu à companhia viabilizar as duas unidades previstas. SEAP II estava garantida desde dezembro de 2025, quando houve a decisão relativa à viabilidade deste investimento. Já a tomada de decisão a respeito dos investimentos no projeto SEAP I, segunda unidade, que vinha esbarrando em dificuldades de financiamento.
Na última terça-feira (31), o gerente executivo de águas ultraprofundas da Petrobras, Cesar Cunha, havia mencionado a expectativa de ter o primeiro óleo no segundo semestre de 2030 da primeira unidade (SEAP II). Para a segunda unidade (SEAP I), a expectativa é iniciar alguns meses depois. Cunha, que participou de um seminário promovido pela FGV Energia, no Rio de Janeiro (RJ), explicou que a defasagem de entrega é para melhor capturar sinergia da cadeia de suprimentos.
O gerente da Petrobras disse que, na modalidade de contratação BOT (Build-Operate-Transfer), adotada para SEAP, a empresa vai ao mercado com especificação funcional com características de operação da plataforma. “A empresa usa sua engenharia para fazer uma proposta para atender àquelas especificações. A empresa prestadora desenvolve um processo de engenharia e constrói com o Capex (investimento) custeado pelo consórcio na medida em que projeto avança”, detalhou.
Cunha acrescentou que a prestadora inicia a operação da plataforma e, ao longo do período de produção, a Petrobras assume a operação. A vencedora deve operar seis anos, com possibilidade de outros seis, conforme avaliação da Petrobras. A companhia brasileira integra um consórcio em cada uma das duas áreas de SEAP, em dois diferentes consórcios, com uma empresa indiana em cada um deles.
Fonte: Portos e Navios