Notícias | 13 março, 2026
Equinor conclui içamentos dos módulos do FPSO Raia
Unidade, que vai operar no pré-sal da Bacia de Campos, deve chegar ao Brasil em 2027, informou a gerente do FPSO, Ellen Erichsen
Por Ana Luisa Egues
A Equinor anunciou, nesta segunda-feira (9), que todos os 25 módulos do FPSO Raia foram içados e posicionados no casco da unidade, que deve chegar ao Brasil em 2027. Dos 25 módulos, 18 foram construídos pela Bomesc em Tianjin, no norte da China, quatro vieram de Singapura e três vieram do Brasil.
“Ainda há muito a ser feito após concluirmos os içamentos. Entre cada módulo precisamos adicionar tubulações, cabos e, com tudo no lugar, começar os testes. Estamos entrando em uma fase intensa de comissionamento. Isso significa que vamos operar todos os sistemas conforme foram projetados para assegurar que estejam seguros quando chegarmos ao Brasil em 2027”, afirmou Ellen Erichsen, gerente do FPSO, em publicação feita pela companhia.
O FPSO Raia, que está sendo construído pela Modec, terá capacidade para processar 126 mil bpd de petróleo e 16 milhões de m³/dia de gás associado. A plataforma será capaz de tratar o óleo/condensado e especificar o gás produzido.
O gás especificado para venda será escoado por meio de um gasoduto offshore de 200 km, saindo do FPSO em direção ao Terminal de Cabiúnas (Tecab), na cidade de Macaé (RJ). Já os líquidos serão descarregados por meio de navios aliviadores.
Conforme publicado pela Brasil Energia, o ano de 2026 será crítico para o projeto Raia. A Equinor já concluiu a instalação do trecho de 15 km de águas rasas do gasoduto e, agora, segundo Fabricio Aquino, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Equinor, está instalando o trecho terrestre do gasoduto, de cerca de 4 km, que vai até o Tecab. “Falta, ainda, o trecho de águas profundas do duto, que vai ser instalado ainda em 2026”, disse.
Recentemente, em janeiro, a ANP aprovou o Plano de Desenvolvimento (PD) do campo de Raia. A agência reguladora recusou o pedido da Equinor para a divisão da área em dois campos – Raia Manta e Raia Pintada, conforme apresentado inicialmente –, mantendo a decisão de unificação sancionada pela diretoria no ano passado.
A Equinor opera o projeto Raia com 35% de participação, em parceria com a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%). O projeto contempla três descobertas encontradas no bloco BM-C-33 (Pão de Açúcar, Gávea e Seat), no pré-sal da Bacia de Campos, que contêm reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de boe.
A decisão final de investimento (FID) do projeto, avaliada em US$ 9 bilhões, foi tomada pelo consórcio em maio de 2023. E, conforme publicado pela Brasil Energia, a Equinor quer utilizar o conhecimento adquirido com o desenvolvimento do projeto Raia para, então, traçar um plano de exploração para Itaimbezinho, área recém-adquirida pela empresa.
Fonte: Brasil Energia