Notícias | 26 fevereiro, 2026
CNI e Petrobras defendem necessidade de exploração da Margem Equatorial
Diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, diz na Confederação que região é uma das últimas fronteiras de extração do país e essencial para garantir sua autossuficiência energética; para CNI, a exploração é oportunidade única de desenvolvimento econômico e social para o país
Por Eliane Velloso
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está unindo forças à Petrobras para a petrolífera conseguir executar seu projeto de exploração na Margem Equatorial Brasileira, que se arrasta há meses em processos de autorizações e suspensões de órgãos governamentais para perfuração do primeiro poço exploratório.
Na segunda-feira (23), a diretora executiva de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, foi recebida no Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação para falar dos desafios e perspectivas para que a produção de petróleo e gás se tornem realidade na região.
Segundo a executiva, a Margem Equatorial representa uma das últimas fronteiras de extração do país. “A exploração de novas fronteiras é essencial para garantir a autossuficiência energética do país e a soberania energética em um contexto de transição energética. Se as ações não forem tomadas passaremos a ser importadores de novo”, alertou a diretora da Petrobras.
A diretora da Petrobras destacou que a demanda global por petróleo e gás, seja como combustível ou como matéria-prima para outras indústrias, permanecerá mesmo em cenários alinhados ao Acordo de Paris, que prevê a redução de emissão de gases de efeito estufa. “A atividade exploratória atual, baseada no Pré-sal, é incompatível com a demanda do país e insuficiente para garantir o abastecimento de longo prazo no Brasil”, disse Sylvia Anjos.
O presidente do Coinfra e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Alex Dias Carvalho, defendeu que o Brasil avance o mais rapidamente possível na extração do petróleo e gás da Margem Equatorial, ressaltando que esta é uma oportunidade única de desenvolvimento econômico e social para o país, especialmente para a região amazônica.
Segundo Alex Carvalho, os estudos sobre a viabilidade da produção na Margem Equatorial mostram com clareza o zelo pelo meio ambiente por parte da Petrobras e o potencial de superação dos desafios sociais não só nas camadas menos favorecidas das regiões diretamente impactadas.
“Haverá ganhos a partir dos royalties que vão ser gerados por meio da produção de óleo e gás na Margem Equatorial, trazendo para o país divisas importantíssimas para o equilíbrio da balança comercial”, afirmou.
“A Margem Equatorial é uma pauta de Nação, uma política de Estado. É inadmissível que o Brasil possa abdicar disso. Precisamos avançar com mais velocidade, pois existe uma janela de oportunidades que coloca o país numa condição vantajosa”, acrescentou o presidente do Coinfra.
O presidente da Coinfra informou que a CNI, por meio do Observatório Nacional da Indústria, elaborou estudo sobre os possíveis impactos econômicos e sociais da produção de petróleo na Margem Equatorial brasileira, que prevê que a atividade tem o potencial de criar 326.049 novos empregos formais.
O mesmo trabalho aponta que a extração pode adicionar R$ 65 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional e acrescentar R$ 3,87 bilhões em tributos indiretos.
Fonte: Brasil Energia